Lula trata Negão como Mandela do Juruá

Trairagem de Eduado Braga abriu espaço para Lula conhecer o poder e força política do Negão.

Trairagem de Eduado Braga abriu espaço para Lula conhecer o poder e força política do Negão.

DEU NO MASKATE - Desde que Amazonino disse em praça pública que votaria em quem Lula mandasse, o presidente da República passou a prestar mais atenção no Neguinho de Dona Joana, a macumbeira bacana que gosta de tomar cana, manguaça e outros birinaites antes de qualquer despacho a favor do Negão. Foi ela que desde antigamente lhe recomendou o affair presidencial dizendo ao prefeito que ele iria ficar numa boa se freqüentasse os bailes da Lagoa, onde o Sapo libera a franga e lava seu chulé das pernadas e ingratidão. Desde então Lula incluiu Mazoca em seu staff de colaboradores preferenciais, dando-lhe tratamento Vip e status de Nelson Mandela do Juruá, em referência ao líder africano genuinamente negão e revolucionário, que Lula costuma louvar e bendizer, podes crer. Na última segunda-feira, Mazoca foi recebido em reunião fechada pelo presidente e saiu que nem pinto na bosta de tão contente a ponto de espocar de empolgação. Vai coordenar a eleição de Dilma Roussef e ganhar as bênçãos da própria reeleição. Dá-lhe, Mazoca!

Troco e trocas

A decisão de Lula foi bombástica em nomear seu Mandela do Juruá para a missão tão relevante de eleger Dilma no Amazonas e colocar-lhe à disposição o baixinho Sinésio Campos, o gigante do PT, o único parlamentar que hoje tem voto na agremiação. Houve quem interpretasse no gesto o troco sutil dado ao Boca e a troca do Alfredo pelo Ganso. Lula simplesmente ignorou Eduardo na coordenação regional da campanha e lhe  virou as costas por insatisfação e desencanto.  E com a escolha do Negão deixou de lado acordos, promessas e acenos de outros carnavais nordestinos que incluíam Alfredo e sua compulsão de ser governador, que horror! Não houve acordo nem ajuste de combinações programadas em torno da mala fatal daí a dupla desilusão, com Boca pela pernada e Buchada pela repartição.

Mandela e Baixinho

Neste fim de semana, o prefeito Mazoca e o baixinho Sinésio, líder do Omar na Assembléia e, ao lado do Negão, seu principal cabo eleitoral, vão unir as farinhas, prosas e pecúnia pra traçar a vitória da Dilma na capital e no beiradão, sinal de que ambos têm prestígio e assento na Lagoa federal. E não há qualquer coincidência para o fato de que ambos sejam linhas de frente da campanha de Omar. Como não dá ponto sem nó e não dispensa estopa para cravar a ferradura, Lula sinalizou sua opção baseada nas pesquisas que mandou fazer. E que não são as pesquisas de Alfredo, Ganso ou Bocão, são as dele com todo aparato e isenção federal. Lula sabe a posição de cada um e não tem tempo a perder, precisa ganhar a parada pois há muita encrenca a pintar e a resolver. 

Cachoeira das almas

▪           O presidente ficou amuado com a cassação da candidatura da Negona, a ex-reitora Marilene Correa, do PT,  cuja prosa e competência costuma elogiar.

▪           Ele aposta no perfil e sapiência da petista pra compor a base aliada no Congresso e não esconde de ninguém que recomendou que Vanessa permanecesse na Câmara Federal.

▪           Lula calcula que perderá Praciano, cuja presença no Congresso Nacional não cheirou nem fedeu, pelo baixinho Sinésio com talento pra negociar.

▪           E já sabe que a outra vaga no Senado ficará com Artur, com quem reparte a admiração e apreço por Aécio Neves, o parceiro de 2014, pra quem não sabia ou não queria, viche Maria, saravá dona Joana, hoje é dia de folia!

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