EXTRAÍDO DO PORTAL D24 HORAS – Especialista em marketing eleitoral, Egberto Baptista afirma que sua imagem foi atingida por adversários e garante apoiar para o próximo pleito o candidato que o prefeito Amazonino Mendes escolher.
Manaus – A cada dois anos, durante o período eleitoral, o especialista em marketing Egberto Baptista é tema no Amazonas. Sua participação em campanhas sempre é destacada por políticos, seja por ações positivas ou negativas. Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes e Eduardo Braga são alguns políticos que recorreram ao ‘bruxo’ para comandar suas campanhas.
Seu nome sempre é ligado ao chamado ‘caso Lurian’, quando uma ex-namorada de Luiz Inácio Lula da Silva, Mirian Cordeiro, foi à TV para denunciar que Lula queria que ela abortasse sua filha, episódio no qual nega participação. Nesta semana, Egberto aceitou conceder esta entrevista ao DIÁRIO.
DIÁRIO – Qual sua atividade profissional no momento?
EB – Sou consultor internacional para assuntos políticos e empresariais. E agora estreei na melhor profissão de toda minha vida: Sou avô do Miguel.
DA – Sua presença em Manaus tem sido muito comentada nos últimos meses. O senhor está morando em Manaus?
EB – A grande verdade é que desde 1971 Manaus é minha segunda casa. Lembro-me ainda das minhas hospedagens no hotel Flamboyan (Centro, próximo ao Teatro Amazonas). Participei de projetos empresariais do início da Zona Franca, que resultaram em grandes empresas e que geraram milhares de empregos. Nestes quase quarenta anos fiz muitos amigos aqui, como Gilberto Mestrinho e Amazonino Mendes.
DA – O senhor está prestando alguma assessoria para o prefeito?
EB – Não. Nunca prestei assessoria para o Amazonino. Sempre estive do seu lado como um amigo, um escudeiro pronto para qualquer batalha…
DA – Mas o senhor tem estado muito em Manaus.
EB – Desde o final do ano passado, tenho vindo com mais freqüência, pois estou tentando viabilizar um projeto de exportação para uma empresa do setor de componentes, a GBR (empresa do grupo Garcia).
DA – O senhor sempre é chamado de ‘marqueteiro’. O Sr. foi ‘marqueteiro da campanha do expresidente Collor?
EB – Não. Participei da campanha, mas o “marqueteiro” chefe da campanha de Collor, em 89, foi Chico Santa Rita, um dos nomes lendários do “marketing político´ no País e o único responsável pela gestão da campanha vencedora. Eu fazia parte do ‘staff’ que elaborava o plano de governo para então candidato Collor e, posteriormente, fiz parte do seu governo.
DA – Como foi sua experiência como ministro de Collor?
EB – Fui Secretário de Desenvolvimento Regional da presidência da República e aí, mais uma vez o Amazonas estava presente na minha vida, pois a Suframa estava subordinada a minha pasta. E, naquela época, por indicação do então senador Amazonino Mendes, nomeei o Alfredo Nascimento (hoje senador pelo PR) superintendente da Zona Franca de Manaus. Tenho muito orgulho de ter ajudado o Amazonas com aprovação da Lei de Incentivos de 1991, que garantiu os benefícios fiscais de torna o modelo industrial da região competitivo até hoje.
DA – Voltando as campanhas políticas… Dizem que o senhor foi responsável pelo ‘caso Lurian’.
EB – Até hoje pago o ônus de ver manchada minha imagem pela ‘campanha de guerrilha’ que meus adversários construíram para atingir meus amigos-vencedores. Não tive nada a ver com esse episódio. Posso até provar. Basta você entrar na internet, ir no portal UOL e ver um dossiê, aliás muito bem elaborado, sobre as eleições de 1989. Lá o Chico Santa Rita conta toda essa história e diz que foi ele quem editou e decidiu colocar o depoimento da mãe da filha do Lula no horário eleitoral.
DA – Voltando à fama de ‘marketeiro’… quais campanhas políticas o senhor comandou no Amazonas?
EB – Minha trajetória é marcada por grandes campanhas políticas vencedoras que começa com a primeira, de Gilberto Mestrinho, depois da abertura política, em 1982, e a de 1990, também com ele. Seguiram-se outras campanhas memoráveis. Em 1994, com Amazonino Mendes para governo. A de Alfredo Nascimento, em 1996, para prefeito, e novamente para o governo em 1998, elegendo Amazonino. Em 2002, o eleito foi Eduardo Braga.
DA – Mas houve derrotas também.
EB – Também! Experimentamos o gosto da derrota em duas campanhas. Em 2004 e em 2006, com Amazonino Mendes, para a Prefeitura de Manaus e o governo estadual.
DA – Na campanha de 2004 o senhor foi acusado de ser o responsável pelo ‘caso Soraya’, a médica que afirmava ter tido um filho com então candidato a prefeito de Manaus Serafim Correa?
EB – Nem conheço essa tal Soraya, nunca a vi, e ela nunca esteve presente em campanha nenhuma do Amazonino. Na verdade ela apareceu na Câmara Municipal levada pelo Sabino Castelo Branco (deputado federal). Qualquer outra coisa é pura mentira. Se alguém montou aquilo, não foi a campanha e sim a Câmara Municipal onde ela foi ouvida por trinta e poucos vereadores. Aliás, sou um verdadeiro ficha-limpa. Nunca respondi a qualquer processo, seja ele cívil ou criminal. Nunca fui convocado por nenhuma CPI. Nunca fui intimado pela Polícia Federal para prestar quaisquer esclarecimentos. Minhas contas foram aprovadas pelo TCU com louvor. Isto é motivo de orgulho para mim e minha família.
DA – E na eleição deste ano, o senhor participará de alguma campanha?
EB – Sempre estive e estarei do lado do Amazonino. Quem for seu candidato será o meu também.

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